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Ondas artificiais, praias possíveis: por que as piscinas de surf se tornaram os novos símbolos de desejo no Brasil

Ondas artificiais, praias possíveis: por que as piscinas de surf se tornaram os novos símbolos de desejo no Brasil


Clubes, condomínios e centros esportivos investem em tecnologia, paisagismo e experiências imersivas para recriar a atmosfera do litoral longe do mar

Durante décadas, a relação do brasileiro com o surfe esteve associada ao deslocamento até o litoral. Era preciso sair da cidade, enfrentar estrada e depender das condições do mar. Esse cenário começa a mudar à medida que uma nova geração de empreendimentos leva a experiência da praia para dentro de clubes privados, condomínios e centros esportivos urbanos.

As piscinas de ondas vivem um momento de expansão no país, impulsionadas tanto pelo avanço tecnológico quanto pela valorização de experiências ligadas ao bem-estar. Mais do que equipamentos esportivos, elas passaram a assumir protagonismo em projetos arquitetônicos, criando espaços de convivência e redefinindo o conceito de lazer.

São Paulo concentra alguns dos exemplos mais expressivos desse movimento, mas a tendência já avança para outras cidades. Em comum, esses empreendimentos enfrentam o desafio de reduzir a aparência artificial dessas estruturas. Paisagismo tropical, integração visual entre água e entorno e revestimentos com aparência arenosa fazem parte das soluções usadas para construir essa atmosfera.

A piscina de surfe do Beyond The Club combina tecnologia de ondas, faixa de areia e revestimento monolítico Nassau, da linha Beaches da Cristal Pool, para criar uma ambientação inspirada na estética de praia em plena cidade. Foto: Aleko Stergiou

Experiência além da onda

As piscinas de ondas indicam uma mudança relevante na forma como o lazer vem sendo concebido no Brasil. Ao trazer o surfe para dentro das cidades, esses projetos ampliam o acesso à prática e criam novas dinâmicas de convivência.

Se a tecnologia viabiliza a onda, é o desenho do espaço que sustenta a experiência. Arquitetura, paisagismo e materiais atuam em conjunto para transformar estruturas complexas em ambientes que convidam à permanência e traduzem, mesmo longe do litoral, a sensação de proximidade com o mar.

A tecnologia Wavegarden Cove permite ao Beyond produzir centenas de ondas por hora em uma estrutura projetada para diferentes níveis de prática do surfe. Foto: Aleko Stergiou

Beyond The Club

Instalado na zona sul paulistana, em uma área que por muitos anos abrigou o antigo Hotel Transamérica, o Beyond The Club se consolidou como um dos principais símbolos dessa nova fase do lazer urbano. O complexo reúne esporte, gastronomia e convivência em torno de uma piscina de surfe equipada com a tecnologia Wavegarden Cove, sistema espanhol que utiliza módulos mecânicos para gerar ondas sequenciais, previsíveis e ajustáveis.

A escala impressiona. A praia artificial ocupa cerca de 28 mil metros quadrados e foi projetada para produzir centenas de ondas por hora, com variações que atendem desde iniciantes até surfistas experientes.

Mais do que o desempenho técnico, o projeto se destaca pela construção da atmosfera. Decks, áreas de descanso e a presença de areia ajudam a criar um contraste direto com a cidade, como se o espaço funcionasse em um ritmo próprio.

Nesse contexto, soluções contínuas de acabamento contribuem para reduzir a aparência convencional de piscina. No Beyond, o revestimento monolítico na tonalidade Nassau, da linha Beaches da Cristal Pool, favorece a leitura integrada entre água e entorno, aproximando o conjunto da estética de uma faixa de areia compactada.

“A gente tinha uma preocupação de chegar muito próximo da sensação de praia de verdade. A areia foi escolhida para combinar com o material da Cristal Pool, criando essa transição mais natural entre os espaços”, afirma João Amorim, um dos idealizadores do Beyond The Club. Segundo ele, o conforto térmico do revestimento também foi um fator determinante na escolha, especialmente para áreas de circulação e permanência ao redor da piscina de surfe.

Na Praia da Grama, em Itupeva, o revestimento Nassau, da linha Beaches da Cristal Pool, ajuda a reforçar a transição suave entre água, areia e paisagismo tropical

Fazenda da Grama | Praia da Grama

Em Itupeva, no interior de São Paulo, a Praia da Grama antecipou essa tendência ao introduzir o conceito de praia artificial de alto padrão dentro de um condomínio fechado. O projeto também utiliza a tecnologia Wavegarden Cove, garantindo regularidade na formação das ondas e diferentes níveis de uso ao longo do dia.

Com o tempo, o espaço deixou de ser apenas um ponto de prática esportiva para se tornar um polo de convivência. O surfe divide protagonismo com o paisagismo tropical e a proposta de um estilo de vida inspirado em destinos de praia.

A ambientação é determinante para essa percepção. Palmeiras, areia e bordas sinuosas ajudam a diluir a sensação de artificialidade e aproximam o conjunto de uma praia natural.

A escolha dos materiais reforça a continuidade visual. O revestimento na tonalidade Nassau, da linha Beaches da Cristal Pool, contribui para uma superfície clara e uniforme, conectando áreas molhadas e secas de forma mais fluida.

Surf Center

Em Curitiba, no Paraná, o Surf Center apresenta uma leitura distinta da tendência. Em vez de uma praia aberta, o projeto aposta em uma estrutura indoor e aquecida, projetada para funcionamento contínuo ao longo do ano.

A engenharia das ondas leva assinatura da própria empresa, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia GT3K, considerada a primeira solução brasileira patenteada para surf indoor. O mecanismo pneumático, homologado pela Siemens, levou cerca de oito anos para ser desenvolvido e permite criar diferentes formações de ondas dentro de uma estrutura compacta, voltada tanto para treinamento quanto para prática recreativa.

Sem o horizonte natural, a experiência se constrói a partir de outros elementos. Iluminação, proporção e acabamento assumem papel central na definição do ambiente. Aqui, a intenção não é reproduzir fielmente uma praia, mas criar um espaço coerente e confortável para uso frequente.

O revestimento acompanha essa lógica. A tonalidade Bora Bora, da linha Beaches da Cristal Pool, mantém a referência à areia clara, mas com nuances que se adaptam melhor à luz artificial e ao contexto interno.

 

 

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