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Kings Crest: como eles transformaram uma paixão em um modelo de criação com foco técnico em bem-estar animal no Paraná

Kings Crest: como eles transformaram uma paixão em um modelo de criação com foco técnico em bem-estar animal no Paraná

O que começou como uma relação afetiva com os cães acabou se transformando, ao longo dos anos, em um trabalho reconhecido por discutir um tema ainda sensível dentro do mercado pet brasileiro: o bem-estar animal na criação profissional.

À frente do Canil Kings Crest, em Piraquara/PR, o empresário e criador Leriel Gaio, ao lado das sócias Camile Kogus e Gisleine Gasparin, vem consolidando um modelo de criação que une estrutura técnica, observação comportamental, manejo especializado e pesquisa contínua sobre qualidade de vida animal.

Hoje, o Kings Crest passou a ser observado dentro do setor como um modelo contemporâneo de criação responsável, servindo de inspiração para criadores que buscam elevar padrões técnicos relacionados a manejo, rotina, socialização e bem-estar animal.

O trabalho é resultado de uma trajetória iniciada anos antes, durante a atuação de Gaio no antigo Treville Kennel — projeto que ganhou notoriedade nacional em reportagens publicadas por veículos como IG, Terra e outros portais especializados em comportamento, empreendedorismo e universo pet.

Na época, o diferencial apontado pelas reportagens não era apenas a criação de cães de raça, mas a tentativa de estruturar um ambiente que considerasse aspectos muitas vezes negligenciados no setor: rotina, estímulo mental, organização dos espaços, socialização e redução de estresse.

DA PAIXÃO AO MÉTODO

No Kings Crest, essa visão ganhou uma abordagem ainda mais técnica. O canil foi estruturado em Piraquara — município conhecido por sua forte preservação ambiental e pela importância estratégica dos seus mananciais para o Paraná — justamente pela busca de um ambiente mais equilibrado e integrado à natureza.

Segundo Gaio, o objetivo nunca foi apenas reproduzir cães dentro de um padrão estético, mas compreender como ambiente, manejo, nutrição e rotina interferem diretamente no comportamento e na saúde física e emocional dos animais.

A partir dessa lógica, o canil passou a desenvolver um sistema baseado em:

* Separação estratégica dos grupos;
* Controle de estímulos ambientais;
* Rotinas previsíveis;
* Acompanhamento veterinário constante;
* Observação comportamental contínua;
* Enriquecimento ambiental e socialização controlada;
* Protocolos nutricionais específicos para cada fase da vida dos cães.

Camile Kogus atua diretamente na área de comunicação, organização e gestão estratégica do Kings Crest, enquanto Gisleine Gasparin conduz parte importante da operação prática e da coordenação do manejo diário dos cães, participando ativamente da execução dos protocolos de bem-estar adotados pelo canil.

NUTRIÇÃO COMO PARTE DO PROTOCOLO DE BEM-ESTAR

Dentro da filosofia aplicada pelo Kings Crest, a alimentação é tratada como um dos pilares fundamentais do bem-estar animal. O canil mantém uma parceria estratégica com a PremieRpet, considerada uma das maiores indústrias de alimentos pet da América Latina, desenvolvendo protocolos nutricionais específicos para cada etapa do manejo e desenvolvimento dos cães.

A proposta é que filhotes, matrizes, reprodutores e cães em diferentes condições fisiológicas recebam nutrição compatível com suas necessidades individuais, respeitando fases de crescimento, gestação, desenvolvimento muscular, imunidade e saúde intestinal.

Segundo o Kings Crest, a nutrição não é vista apenas como alimentação, mas como ferramenta preventiva e comportamental, diretamente ligada à qualidade de vida e ao equilíbrio dos animais.

BEM-ESTAR COMO PESQUISA CONTÍNUA

No Kings Crest, o manejo não é tratado como protocolo fechado. Alterações de ambiente, mudanças de rotina e adaptações estruturais fazem parte de um processo contínuo de avaliação. O comportamento dos cães funciona como principal indicador para validação das práticas adotadas.

Essa abordagem acompanha uma tendência internacional conhecida como “bem-estar auditável”, em que conforto e qualidade de vida deixam de ser conceitos subjetivos e passam a ser analisados por meio de respostas físicas e comportamentais dos próprios animais.

Ao longo dos anos, Leriel Gaio passou a defender publicamente que a criação responsável precisa abandonar modelos puramente comerciais para assumir um papel mais técnico e ético. Essa postura ajudou a consolidar sua imagem na mídia como uma das figuras ligadas ao debate sobre bem-estar dentro da criação de cães no Brasil.

CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TÉCNICO

Além da ampliação contínua dos protocolos de bem-estar e manejo técnico, o Kings Crest prepara para novembro a inauguração de seu novo Centro de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Técnico, um espaço criado com o objetivo de aproximar a prática da criação responsável do meio acadêmico e científico.

O novo ambiente contará com sala de aula, estrutura voltada para estudos aplicados e um laboratório de manejo, onde serão desenvolvidas atividades práticas, observacionais e educativas ligadas à cinofilia, comportamento, nutrição, reprodução e bem-estar animal.

A proposta é construir pontes entre o universo acadêmico e a realidade prática da criação especializada. Por meio de convênios e parcerias com faculdades de medicina veterinária, zootecnia e laboratórios do setor pet, o Kings Crest pretende abrir espaço para que estudantes tenham contato direto com conceitos de manejo ético, observação comportamental e protocolos contemporâneos de bem-estar animal.

Segundo Leriel Gaio, a iniciativa nasce da percepção de que muitos estudantes concluem sua formação com pouca vivência prática relacionada à criação técnica e ao manejo cotidiano dos cães.

“O objetivo não é apenas apresentar estrutura ou rotina de criação, mas compartilhar cultura cinófila, observação prática e estimular uma visão mais ampla sobre comportamento, manejo e qualidade de vida animal”, afirma.

A expectativa do grupo é que o novo centro funcione também como um ambiente permanente de troca de conhecimento, reunindo profissionais, estudantes, pesquisadores e especialistas interessados em aprofundar discussões sobre bem-estar animal aplicado à criação contemporânea.

UM MODELO EM CONSTRUÇÃO PERMANENTE

Apesar do reconhecimento e da projeção dentro do segmento, o discurso adotado no Kings Crest evita tratar o bem-estar como uma conquista definitiva. A ideia central do projeto é justamente a de evolução constante.

“Quanto mais se estuda comportamento, manejo e nutrição, mais se percebe que o bem-estar não é uma fórmula pronta”, afirma Gaio ao abordar a necessidade de observação contínua e adaptação das práticas.

Hoje, o Kings Crest representa uma continuidade dessa trajetória: um modelo construído coletivamente por Leriel Gaio, Camile Kogus e Gisleine Gasparin, equilibrando criação especializada, responsabilidade técnica e pesquisa prática aplicada ao cotidiano dos cães.

Em um setor frequentemente marcado por críticas relacionadas à criação intensiva e à falta de transparência, o trabalho desenvolvido em Piraquara tenta seguir um caminho diferente — onde genética, ciência comportamental, manejo técnico e qualidade de vida caminham juntos.

SERVIÇOS:

@kingscrestpoms

@lerielgaio

 

 

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