Economia & Negócios

Santa Catarina mantém menor taxa de desemprego do país pela quinta vez consecutiva

Santa Catarina mantém menor taxa de desemprego do país pela quinta vez consecutiva

Estado registrou índice de 2,7% no primeiro trimestre de 2026, menos da metade da média nacional; crescimento do trabalho informal e do emprego autônomo impulsionou o resultado, aponta IBGE

Santa Catarina voltou a registrar a menor taxa de desemprego do Brasil no primeiro trimestre de 2026 e mantém a liderança nacional pelo quinto trimestre consecutivo. Segundo dados da PNAD Contínua Trimestral, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 14/5, o estado fechou o período com taxa de desocupação de 2,7% da força de trabalho, abaixo dos 3,0% registrados no mesmo período de 2025 e bem inferior à média nacional, de 6,1%. 

Segundo análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), o resultado foi impulsionado pelo crescimento do trabalho informal, do emprego autônomo e pela expansão de setores ligados à construção civil, transporte, comércio e agronegócio. O levantamento também aponta aumento da força de trabalho em Santa Catarina, além de queda de 9,4% no número de pessoas sem ocupação que buscavam emprego.

No setor privado, houve aumento de 10% no número de trabalhadores sem carteira assinada. O crescimento foi puxado principalmente pelos segmentos de construção civil, transporte rodoviário de cargas, comércio de produtos novos e setores ligados a cosméticos e fármacos. No agronegócio, tiveram destaque atividades como confecção, tecelagem, criação de bovinos, laticínios, produção florestal e cultivo de frutas e grãos.

O setor público também registrou avanço nas contratações temporárias sem vínculo empregatício, especialmente nas áreas de educação básica e administração pública, com alta de 10%.

Outro destaque foi o crescimento de 4% no número de trabalhadores autônomos, incluindo microempreendedores individuais (MEIs) e profissionais contratados via CNPJ, principalmente nos setores de construção, transporte, agropecuária, publicidade e serviços de apoio empresarial.

Para o presidente da Facisc, Elson Otto, os números refletem a capacidade de adaptação do setor produtivo catarinense diante de um cenário econômico mais desafiador.

“Santa Catarina demonstra mais uma vez a força da sua economia e a capacidade de reação dos empresários. Mesmo diante de um ambiente de maior incerteza, com custos elevados e desaceleração econômica, o estado conseguiu preservar a geração de renda e oportunidades. Isso mostra a resiliência dos setores produtivos e a importância do empreendedorismo para manter a economia em movimento”, afirma.

Elson Otto também destaca que o avanço da informalidade e dos contratos mais flexíveis revela mudanças no mercado de trabalho e exige atenção às condições de competitividade das empresas.

“Os empresários precisaram buscar alternativas para reduzir custos fixos e manter a atividade econômica. Ao mesmo tempo, setores como agropecuária, construção civil e transporte seguem aquecidos e contribuíram diretamente para esse desempenho. O desafio agora é avançar em políticas que estimulem investimentos, segurança jurídica e geração de empregos formais”, completa.

Na foto: Resultado foi impulsionado pelo crescimento do trabalho informal, do emprego autônomo e pela expansão de setores ligados à construção civil, transporte, comércio e agronegócio

Créditos: Magnific

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