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O mercado de galpões logísticos no Brasil encerrou 2025 com taxa de vacância nacional em 8%, a mínima histórica, segundo dados consolidados da Colliers. No raio de 30 km de São Paulo, por exemplo, o índice chegou a 7,9%, refletindo forte absorção líquida de cerca de 3,5 milhões de m² ao longo do ano, impulsionada principalmente pelo e-commerce e pela expansão do varejo online.
Relatórios da Prologis indicam que a vacância deve continuar em trajetória de queda em 2026, com regiões como São Paulo e Rio de Janeiro mantendo níveis próximos de 8,5% ou inferiores, devido à absorção elevada e oferta limitada de ativos modernos.
Paralelamente, os aluguéis registraram crescimento de dois dígitos pelo quarto ano consecutivo: média nacional em torno de R$ 27-29/m², com valores premium em São Paulo alcançando R$ 33,30/m² e projeções da CBRE apontando ultrapassagem de R$ 50/m² em áreas de alta demanda no raio próximo à capital:
“Com vacância baixa e aluguéis em ascensão sustentada, a eficiência no uso de espaços existentes ganha relevância estratégica. Soluções como mezaninos, pallets eficientes e containers aramados, por exemplo, ajudam a aumentar a capacidade sem necessidade de novos imóveis, otimizando custos em um mercado restrito”, comenta Jocelito Ribeiro, Diretor Comercial da Delta Industrial.
Esse cenário de escassez e pressão de custos é agravado pela Reforma Tributária, que começa a reconfigurar a localização de operações para proximidade aos centros de consumo. Empresas enfrentam desafios para expansão sem aumentos expressivos de despesa operacional:
“Nos próximos anos, até a conclusão da reforma tributária em 2032, o mercado irá passar por adaptações profundas, é importante manter a tecnologia, as soluções de logística em dia para otimizar e evitar investimentos em um período de incertezas”, finaliza o diretor.
Revista Sucesso SA 