Dianna Desboyaux: de Orlando a Dubai, a brasileira que conecta luxo, negócios e influência
Dianna Desboyaux: de Orlando a Dubai, a brasileira que conecta luxo, negócios e influência

Ela nasceu em São Paulo, mas foi forjada pelo mundo. Filha de um pai grego e mãe italiana, criada em uma família tradicional, de valores fortes e fé ortodoxa, Dianna Desboyaux carrega no DNA uma mistura rara: disciplina, estética, serviço e ambição. Aos 14 anos, trocou a zona de conforto de uma vida privilegiada no Brasil pelo desafio cru e real de recomeçar do zero nos Estados Unidos. Sem glamour. Sem atalhos. Sem rede de proteção.

Em 1998, a família desembarcou em Orlando com o que muitos imigrantes conhecem bem: coragem, esperança e praticamente nada no bolso. Pouco tempo depois, veio o baque. O divórcio dos pais deixou Dianna, a mãe e a irmã sozinhas em um país novo, uma língua nova e uma realidade que não perdoa distrações. Foi ali que ela aprendeu cedo uma lição que nunca mais abandonaria: ninguém vai fazer por você.

DO HOUSEKEEPING AO LUXO ABSOLUTO
Enquanto muitos adolescentes pensavam em festas, Dianna pensava em sobreviver. Começou no housekeeping, limpando quartos de hotel — o clássico ponto de partida de milhares de brasileiros na Flórida. Mas parar ali nunca foi uma opção. Inteligente, rápida e inquieta, aprendeu inglês com facilidade, dominou o espanhol e logo chamou atenção.
Foi promovida para o front desk. Depois, concierge. Em pouco tempo, estava onde poucos chegam: o concierge de luxo. Aos 18 anos, tornou-se a principal concierge do recém-inaugurado Ritz-Carlton em Orlando, assumindo a direção do concierge de luxo do hotel. Não por sorte. Por performance.

A hotelaria foi sua grande escola. Ali, Dianna entendeu algo que hoje é o pilar do seu império: servir não é obedecer, é antecipar desejos. É ler pessoas. É criar experiências. É fazer alguém se sentir único — mesmo em um mundo onde tudo parece igual.
UMA CARREIRA CONSTRUÍDA SEM SOBRENOME CORPORATIVO
Dianna nunca teve uma carreira linear. Trabalhou com produção de shows no House of Blues, produziu eventos na Disney, transitou por diferentes indústrias criativas. Tudo somou. Nada foi descartável. Mas foi em 2012 que decidiu entrar de vez no mercado imobiliário e tirou sua licença de corretora.
O detalhe? Ela nunca se apoiou em grandes marcas, estruturas prontas ou nomes poderosos. Ela virou a marca.

Durante anos, construiu sozinha sua reputação. Criou seu próprio posicionamento, sua linguagem, sua estética e sua presença digital. Escreveu roteiros, idealizou conteúdos, produziu vídeos, montou estratégia. O resultado foi claro: as pessoas não contratavam uma imobiliária. Contratavam a Dianna.
No mercado mais barulhento e saturado dos Estados Unidos, onde “todo mundo é corretor” e muitos vendem uma imagem que não corresponde à realidade, ela fez o oposto: falou menos, mostrou mais. Enquanto outros prometiam luxo, ela vivia o luxo com naturalidade.

ONDE O LUXO REALMENTE MORA
Hoje, Dianna atua a partir de Windermere, uma das regiões mais exclusivas da Flórida Central, lar de atletas profissionais, grandes empresários e figuras públicas que priorizam privacidade, segurança e sofisticação. É ali que está o Isleworth Country Club, um dos clubes privados mais seletos dos Estados Unidos, onde não basta ter dinheiro — é preciso ser aprovado.

Esse acesso, construído com tempo, confiança e relacionamento real, chamou a atenção de uma das maiores marcas globais do real estate de luxo: Douglas Elliman, fundada em 1911. A empresa, que até então não via Orlando como um mercado estratégico de alto luxo, mudou de ideia. E escolheu Dianna para marcar território na região.
Ela assumiu a diretoria da divisão de Sports & Entertainment da Douglas Elliman na Flórida Central, atendendo um público que exige discrição, excelência e zero amadorismo.
A CASA É O FINAL DA HISTÓRIA. O LIFESTYLE É O COMEÇO.
Se você acha que Dianna vende imóveis, você entendeu tudo errado.
O que ela faz é curadoria de vida.
Antes de mostrar uma casa, ela entende o estilo de vida. Antes de falar de metragem, ela fala de rotina. Antes de fechar negócio, ela constrói visão. A casa é apenas o produto final de um processo muito maior.

Se o cliente quer morar à beira do lago, ela não entrega só a chave. Entrega o barco. O carro. O designer de interiores. O artista para a obra de arte. O acesso à Ferrari, Bentley ou Aston Martin. O networking. O círculo social. O pertencimento.
Não por acaso, muitos clientes que chegam sem conhecer ninguém acabam integrados à alta sociedade de Orlando através dela. Porque luxo de verdade não é ostentação. É acesso.

UM ESCRITÓRIO SEM PAREDES
Dianna não precisa de um escritório tradicional. Seus escritórios são clubes privados, mesas bem postas, reuniões discretas e ambientes onde decisões milionárias acontecem naturalmente. Entre eles, o próprio Isleworth Country Club e o Solvino, um exclusivo wine club members-only.
É ali que ela conecta negócios, pessoas e experiências. E é também ali que entra outro braço sofisticado da sua marca pessoal: a Maison des Rêves Chocolat.
Criada em 2024, a marca de chocolates de luxo nasceu com um propósito simples: presentear clientes de forma memorável. Em pouco tempo, virou referência na Flórida Central, sendo adotada por marcas como a Artefacto e presente em eventos de alto nível e ações beneficentes. Luxo com sabor. Branding com emoção.

FAMÍLIA, NEGÓCIOS E IMPACTO REAL
Dianna trabalha com a família. A mãe cuida da parte documental e operacional. A irmã atua nos bastidores, inspeções e logística. Ela lidera o relacionamento, a estratégia e o posicionamento. O dia a dia é intenso, imprevisível e sem rotina — exatamente como ela gosta.
Ao lado do marido francês, ex-número um do mundo no esqui aquático, fundou a maior academia de esportes aquáticos da Flórida Central. Os barcos da escola viraram também uma experiência exclusiva: visitas a casas feitas de barco, algo que simplesmente ninguém mais oferece.

E o impacto vai além do business. Dianna atua ativamente em causas sociais, especialmente no apoio a crianças com câncer, participando de conselhos, galas e ações de arrecadação. Para ela, sucesso sem contribuição é vazio.
PENSAR GRANDE É OBRIGAÇÃO
Em 2025, Dianna expandiu seu alcance global. Fechou parcerias estratégicas em Dubai com a Emaar e uma brokerage privada ligada ao CEO Mohamed Al-Abbar, abrindo portas para investimentos inéditos e projetos off-market. Também foi convidada a ministrar workshops de luxo e posicionamento para mais de 70 agentes na África do Sul.
Criou ainda o Luxury Society, um programa seletivo de mentoria para agentes que querem jogar o jogo do alto luxo — com visão, estética, estratégia e autonomia real.

O LEGADO
Dianna não quer ser lembrada por números. Quer ser lembrada por impacto. Por como fez as pessoas se sentirem. Por ter elevado padrões em um mercado acostumado ao raso.
Ela é direta ao dizer: não faz negócio ruim. Não vende produto errado. Não compromete reputação por comissão. Prefere perder dinheiro hoje a perder credibilidade amanhã.
Seu lema é simples e inegociável:
se não eleva a marca, se não eleva a experiência, não avança.
Para quem sonha grande

O conselho dela é claro, quase duro, mas honesto: quem vem para os Estados Unidos precisa esquecer o Brasil, esquecer privilégios e começar do zero. Aqui, talento ajuda, mas consistência vence. Performance vence. Presença vence.
A venda é consequência. O sucesso é construção. E o verdadeiro luxo é ser indispensável.
Dianna Desboyaux não vende casas.
Ela constrói mundos.
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Revista Sucesso SA