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« Edição: Julho 2010 - Ano7 Nº 79
INOVAÇÃO
Tecnologia digital
Foto Bolinha comemora 15 anos com novo laboratório, produtos
personalizados e estrutura completa para cobertura de eventos
Em julho de 1995, a empresa Foto Bolinha iniciava as atividades em Taió. Em julho de 1998, era adquirido o primeiro laboratório de revelação. Em julho de 2000, foi instalada a loja em Rio do Sul. Agora, em julho deste ano, a empresa completa 15 anos com a aquisição de um novo laboratório, referência em tecnologia para a impressão de fotografias digitais.
O equipamento possui um software com recursos automáticos para tratar mais imagens em poucos segundos, o que agiliza a produção. Este programa concentra os pixels da imagem e permite, por exemplo, melhorar as fotografias feitas com celular e adaptá-las para a impressão.
O Foto Bolinha atua em 23 municípios com serviços de coleta de imagens para impressão, em toda a região de Taió e em Rio do Sul. A empresa realiza fotos de eventos como aniversários, casamentos e formaturas, fotos de estúdio, além de atender profissionais autônomos e lojas de fotografias.
A rotina de trabalho é intensa em todos os dias da semana como explica o empresário, Adolar Hörmann, conhecido como Bolinha, apelido desde a infância. “Estou percorrendo o trajeto de Taió a Rio do Sul há dez anos. Já foram cerca de um milhão de quilômetros rodados”, calcula Bolinha. A empresa possui estrutura da Fujifilm, pois de acordo com o empresário a companhia japonesa é referência em tecnologia. Ao longo desses 15 anos, o Foto Bolinha já adquiriu três laboratórios analógicos e três digitais da Fujifilm. >>
Para continuar à frente das inovações tecnológicas, o Foto Bolinha busca sempre novos produtos. O fotolivro, por exemplo, está em alta, pois é um produto personalizado, com capa dura e papel fotográfico, bem como a encadernação de álbuns. “Compramos mais equipamentos. Montamos uma encadernadora profissional. Álbuns de fotos diferenciados, que antes eram mandados para São Paulo, fizemos tudo aqui”, afirma Bolinha. Mostruários, calendários, lembrançinhas e convites de formatura, aniversário, casamento e catálogos também são produzidos, com a vantagem do papel fotográfico.
A fotografia artística e publicitária, em especial para o mercado de moda, é outro segmento que será resgatado, sendo um novo foco para a empresa, pois como lembra o empresário, as primeiras fotos para catálogos de jeans da região foram produzidos pelo Foto Bolinha – assim como as fotos impressas em camisetas, os quebra-cabeças com fotos e as fotos comestíveis para enfeitar bolos.
FAMÍLIA DEDICADA À FOTOGRAFIA
A família Hörmann testemunhou a evolução da fotografia. O pai do empresário Bolinha, Franz Xavier Hörmann, foi um dos pioneiros da fotografia no Alto Vale do Itajaí, no início da década de 40. E o avô era também fotógrafo na Alemanha, seu país de origem, e inclusive registrou a viagem de navio da família ao Brasil.
Da infância aos 18 anos, Bolinha manteve contato com a fotografia. Depois disso, atuou um tempo como servidor público em Taió, mas a tradição familiar o levou de volta a trabalhar e empreender no ramo. >>
A família é também a base da empresa construída nesse tempo. Entre a equipe de nove colaboradores estão a esposa do empresário, Margarety Rahm Hörmann, e a filha, Débora Fernanda Hörmann, que cursa graduação em Publicidade e Propaganda e estuda também produção fotográfica de moda. Bolinha conta ainda com a cunhada, Magaly Aparecida Rahm, e o sobrinho, Luis Fernando Rahm que já conhece e se interessa pelo ramo.
Além dos negócios, Bolinha atua em projetos sem fins lucrativos. “Há dez anos, estamos fazendo o levantamento dos recursos naturais no Alto Vale. Cachoeira, grutas, morros, até mesmo locais quase inacessíveis estamos fotografando. Isso para divulgar esse patrimônio que muitos não tem conhecimento”, explica o empresário que desenvolve o trabalho em parceria com o amigo Moacir Pasquali.
Outro projeto fotográfico abrange a arquitetura histórica da região, este em parceria com o também fotógrafo, jornalista e amigo, Xico Stocker. “O objetivo é fazer todo o resgate histórico arquitetônico do Alto Vale. Casas, igrejas, salões de bailes e pontes antigas estamos levantando. Já fizemos em cinco municípios”, afirma.
O Foto Bolinha preserva também equipamentos que fazem parte da própria história da fotografia. O empresário herdou na família uma antiga máquina com câmara em madeira e flash disparado com a queima de pólvora, além de uma reveladora de filmes analógicos.
Valorizar a história, mas estar atento às inovações. “Nosso lema é estar sempre na vanguarda das mudanças tecnológicas”, ressalta o empresário. Por isso, constantes investimentos são necessários na gestão do Foto Bolinha, como a reforma na loja de Taió que em um mês deve estar concluída. “Resumindo esses anos de empresa, foi preciso muito trabalho. E não ter medo de investir, sempre de forma controlada, para acompanhar a tecnologia”, finaliza.
Informações: www.fotobolinha.com.br
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